A sociedade
sempre sofre transformações como parte de seu processo evolutivo, uma das mais
recentes se iniciou há algumas décadas, porém o ritmo desta aumentou
vertiginosamente nos últimos anos devido ao rápido desenvolvimento da
tecnologia.
Esta transformação
baseia-se na vasta quantidade de informação apresentada de forma dinâmica e
rápida. Fatores estes adquiridos com o surgimento de novas tecnologias de
comunicação.
Atualmente
a propagação da informação é aberta e democrática no sentido de que todos
tenham acesso e participem como agentes atuantes na sua produção (fato
observado em blogs, fóruns de discussão, páginas de notícias, entre outros), com
isto a escola sendo um fator essencial na sociedade, precisa, acima de tudo,
acompanhar estas modificações para que, desta forma, atenda as expectativas que
a sociedade atual (sociedade da aprendizagem) possui.
A escola
deve modificar o processo de ensino, deixando de apresentar a informação de
forma rígida, como “verdade absoluta” e começar apresentá-la como produto, o
qual é produzido e aperfeiçoado constantemente. Tendo esta visão da informação
o processo de ensino passa a ter foco na gestão, ou seja, instigar no aluno a
capacidade de trabalhar com a gama de informações existentes e gerar o conhecimento.
Isto se dá trabalhando cinco diferentes capacidades: aquisição; interpretação;
análise; compreensão e comunicação da informação.
Para o
efetivo sucesso deste cenário é necessário que haja a modificação da forma de
pensar dos professores, porém o que encontramos muitas vezes é uma barreira
cultural que persiste desde sua formação acadêmica que não apresenta novas e
diferentes possibilidades de ação. Assim é gerado um abismo entre a tecnologia
e o trabalho em sala de aula, o que, por sua vez, dificulta o desenvolvimento
de competências interpessoais afetivas e sociais dos alunos.