segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Uma mudança de visão


Em um mundo modificado pela tecnologia
não devemos ser mentalmente acomodados.
Como sabemos, o mundo é um local de constantes mudanças
e a tecnologia acelera este processo.


Entende-se por tecnologia todas as ferramentas disponíveis no mundo atual, computadores, câmeras fotográficas, filmadoras, jogos multimídia e também ferramentas tradicionais como jogos clássicos e dinâmicas de grupo, ou seja, há uma infinidade de recursos que podem ser trabalhados na área pedagógica e que, por sua vez, podem ser interpretados também como tecnologia.
O avanço tecnológico, principalmente da internet, trouxe o aumento e a atualização constante no número de informações disponíveis. E a sociedade precisa estar preparada para entender e viver imersa nessa enorme gama de informações.
Na área educacional ainda é utilizado um modelo tradicional, onde apenas há a transmissão da informação imutável pelo professor e cabe ao aluno a sua pura absorção.
Para suprir as carências do mundo atual, torna-se praticamente obrigatório o aproveitamento das capacidades agregadas à tecnologia, portanto na área educacional a quebra de paradigmas se faz necessária, pois o professor assumirá o papel de auxiliar o aluno no processo da formação do seu conhecimento a partir do mar de informações trazidas pela tecnologia e o aluno, por sua vez, irá adquirir a capacidade de formar seu próprio conhecimento.
Uma das formas de agregar tecnologias no cotidiano da educação são as chamadas Webquests.
Webquest é uma ferramenta desenvolvida em meados dos anos 90 nos EUA para que a utilização da internet fosse bem direcionada na sala de aula. Neste modelo o professor assume o papel de orientador durante todas as etapas do processo e o aluno tem a capacidade de extrair ao máximo as informações indicadas sem se perder no mar de informações que a internet possui.







terça-feira, 25 de setembro de 2012

Evolução Necessária!


    Depois de falar sobre vários temas aqui neste blog, decidi fazer o que eu creio que seja o meu primeiro post tratando de um assunto técnico, mas como o público desse blog não é formado somente por leitores técnicos, decidi abordar o tema de forma mais objetiva e clara para o público em geral. 

Logotipo do HTML 5
    Um dos assuntos comentados na tecnologia é a nova versão da linguagem HTML, a HTML 5.
    Mas afinal, o que é HTML. HTML é uma linguagem utilizada para criar páginas de internet, ou seja, quando acessamos um site, por trás do “visual” existe um código escrito nesta linguagem. E como tudo na vida evolui, esta linguagem passou por várias modificações, gerando assim, várias versões diferentes, atualmente estamos na versão 4.0.1 protocolada em 1999.
    É isso mesmo! 1999! Há 13 anos, uma época onde a internet estava ainda se popularizando, uma época em que nunca pensaríamos que os CDs seriam substituídos por arquivos mp3, ou que os álbuns de fotos seriam substituídos por arquivos no computador, isso sem falar da internet banda larga que nem imaginávamos que pudesse existir. Portanto podemos observar que realizamos várias coisas com o computador e a internet hoje em dia, praticamente vivemos no computador, ou seja, fazemos “tudo” nesta máquina.
   Vivemos conectados 24 horas por dia, compartilhamos informações, assistimos vídeos na internet, ouvimos música, nos relacionamos de inúmeras formas através de várias ferramentas (como redes sociais, blogs, flogs, etc.).
    Porém, não conseguiríamos realizar tantas tarefas na internet com uma linguagem que foi implantada há mais de 10 anos, numa época em que nada disso existia. Então para proporcionar essas inovações foram sendo criadas com o passar dos anos uma diversidade de linguagens e programas diferentes que trabalham em conjunto com a linguagem HTML, um dos recursos mais comuns é o famoso “flash” que é capaz de executar animações no computador. E com o aumento desse número de “auxiliares”, foram surgindo também as famosas “incompatibilidades” (este programa não executa no computador ao mesmo tempo em que outro programa; determinada linguagem não consegue fazer o que eu desejo no computador, e coisas do tipo).
    Antes que o cenário ficasse mais complexo, a W3C (um consórcio internacional com cerca de 300 membros, que agrega empresas, órgãos governamentais e organizações independentes, e que visa desenvolver padrões para a criação de conteúdos para a internet) decidiu começar a desenvolver uma nova versão da linguagem HTML, que é a base de tudo, porém com algumas modificações.
   Estas modificações permitirão que sejam feitas todas as tarefas sem a necessidade dos diversos programas ou linguagens à parte, ou seja, será muito mais fácil e rápido assistir vídeos, ouvir música, jogar games, interagir na internet.
   Vale lembrar que esta linguagem ainda não está totalmente finalizada, inovações ainda surgirão para aumentar mais os seus recursos.
    Como dizem, é uma nova maneira de ver e fazer na internet.

    Veja abaixo o vídeo da conferência Google I/O 2009, realizada pela empresa Google em 2009, onde são apresentadas as potencialidades da linguagem HTML 5.



Caso desejem algumas informações de caráter mais técnico seguem abaixo as fontes de pesquisa utilizadas para redigir este post.



Conteúdo e Tecnologia


    A webquest é uma ferramenta proposta pelo Professor Bernie Dodge, da Universidade de São Diego, em 1995, com intenção de ser realizada por alunos de escolas ou outros públicos específicos, onde coloca em prática a interatividade com a tecnologia.
    Tomando como foco a escola, esta ferramenta propõe ao aluno a realização de determinada atividade de forma direcionada, onde esta atividade é proposta e as fontes de pesquisa são apresentadas de forma explícita, possibilitando ao aluno uma pesquisa eficaz e ao professor o acompanhamento e avaliação constante do aluno.
    Toda webquest deve ser confeccionada de forma que o aluno seja cativado pela proposta apresentada na atividade.
    Segue como exemplo um link de uma webquest direcionada à professores.



sábado, 25 de agosto de 2012

EDUCAÇÃO X INFORMAÇÃO X TECNOLOGIA

A sociedade sempre sofre transformações como parte de seu processo evolutivo, uma das mais recentes se iniciou há algumas décadas, porém o ritmo desta aumentou vertiginosamente nos últimos anos devido ao rápido desenvolvimento da tecnologia.
Esta transformação baseia-se na vasta quantidade de informação apresentada de forma dinâmica e rápida. Fatores estes adquiridos com o surgimento de novas tecnologias de comunicação.
Atualmente a propagação da informação é aberta e democrática no sentido de que todos tenham acesso e participem como agentes atuantes na sua produção (fato observado em blogs, fóruns de discussão, páginas de notícias, entre outros), com isto a escola sendo um fator essencial na sociedade, precisa, acima de tudo, acompanhar estas modificações para que, desta forma, atenda as expectativas que a sociedade atual (sociedade da aprendizagem) possui.
A escola deve modificar o processo de ensino, deixando de apresentar a informação de forma rígida, como “verdade absoluta” e começar apresentá-la como produto, o qual é produzido e aperfeiçoado constantemente. Tendo esta visão da informação o processo de ensino passa a ter foco na gestão, ou seja, instigar no aluno a capacidade de trabalhar com a gama de informações existentes e gerar o conhecimento. Isto se dá trabalhando cinco diferentes capacidades: aquisição; interpretação; análise; compreensão e comunicação da informação.
Para o efetivo sucesso deste cenário é necessário que haja a modificação da forma de pensar dos professores, porém o que encontramos muitas vezes é uma barreira cultural que persiste desde sua formação acadêmica que não apresenta novas e diferentes possibilidades de ação. Assim é gerado um abismo entre a tecnologia e o trabalho em sala de aula, o que, por sua vez, dificulta o desenvolvimento de competências interpessoais afetivas e sociais dos alunos.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Forma e conteúdo


   Sempre escrevi de forma, digamos um pouco mais "clássica", tentando enquadrar as idéias em formatos sempre semelhantes quando passadas para o papel, e ao ter contato com uma leitura descontraída, percebi como a escrita "livre" é eficaz na representação do autor e o leitor, por sua vez, compreende de forma espontânea, pois se aproxima de uma conversa informal que este poderia ter em qualquer esquina (pelo menos após uma conversa informal é muito raro alguém sair dizendo: "Não consegui perceber como fulano estava se sentindo"), esse tipo de conversa é direta, objetiva, não almeja atingir um grande público, mas somente o emissor e o receptor da mensagem. Percebi que a relação entre o leitor e o autor segue a mesma dinâmica, só existe o "leitor e o livro", o "leitor e o blog", o "leitor e a revista", o "leitor e a bula de um medicamento", ou seja, é o momento em que há uma ligação íntima, onde não é necessário abrir espaço para "aparências" que existem na sociedade.

A mensagem deve ser dita e compreendida!

   O fato de no meio do texto abrir parênteses e fazer um comentário oportuno (ou não) mostra que a intenção do autor é expor idéias à medida que estas surgem. A tecnologia abre caminhos para que a espontaneidade esteja presente fazendo a diferença na experiência de escrever e, por sua vez, fazendo também a diferença na experiência de ler.

   Quem disse que é proibido pular uma linha para escrever este próximo parágrafo?

   É proibido expor em uma nota de observação uma idéia que surge após o autor colocar o ponto final no texto? (apenas porque a tecnologia me dá a oportunidade de redigir o texto que já se encontra pronto?)

   Compreendam, não me refiro à ortografia, mas sim, a forma de expor idéias.