Sempre escrevi de forma,
digamos um pouco mais "clássica", tentando enquadrar as idéias em formatos
sempre semelhantes quando passadas para o papel, e ao ter contato com uma
leitura descontraída, percebi como a escrita "livre" é eficaz na
representação do autor e o leitor, por sua vez, compreende de forma espontânea,
pois se aproxima de uma conversa informal que este poderia ter em qualquer
esquina (pelo menos após uma conversa informal é muito raro alguém sair
dizendo: "Não consegui perceber como fulano estava se sentindo"),
esse tipo de conversa é direta, objetiva, não almeja atingir um grande público,
mas somente o emissor e o receptor da mensagem. Percebi que a relação entre o
leitor e o autor segue a mesma dinâmica, só existe o "leitor e o
livro", o "leitor e o blog", o "leitor e a revista", o
"leitor e a bula de um medicamento", ou seja, é o momento em que há
uma ligação íntima, onde não é necessário abrir espaço para
"aparências" que existem na sociedade.
A mensagem deve ser dita e
compreendida!
O fato de no meio do texto
abrir parênteses e fazer um comentário oportuno (ou não) mostra que a intenção
do autor é expor idéias à medida que estas surgem. A tecnologia abre caminhos para que a espontaneidade
esteja presente fazendo a diferença na experiência de escrever e, por sua vez,
fazendo também a diferença na experiência de ler.
Quem disse que é proibido
pular uma linha para escrever este próximo parágrafo?
É proibido expor em uma nota
de observação uma idéia que surge após o autor colocar o ponto final no texto?
(apenas porque a tecnologia me dá a oportunidade de redigir o texto que já se
encontra pronto?)
Compreendam, não me refiro à
ortografia, mas sim, a forma de expor idéias.
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