segunda-feira, 9 de julho de 2012

Forma e conteúdo


   Sempre escrevi de forma, digamos um pouco mais "clássica", tentando enquadrar as idéias em formatos sempre semelhantes quando passadas para o papel, e ao ter contato com uma leitura descontraída, percebi como a escrita "livre" é eficaz na representação do autor e o leitor, por sua vez, compreende de forma espontânea, pois se aproxima de uma conversa informal que este poderia ter em qualquer esquina (pelo menos após uma conversa informal é muito raro alguém sair dizendo: "Não consegui perceber como fulano estava se sentindo"), esse tipo de conversa é direta, objetiva, não almeja atingir um grande público, mas somente o emissor e o receptor da mensagem. Percebi que a relação entre o leitor e o autor segue a mesma dinâmica, só existe o "leitor e o livro", o "leitor e o blog", o "leitor e a revista", o "leitor e a bula de um medicamento", ou seja, é o momento em que há uma ligação íntima, onde não é necessário abrir espaço para "aparências" que existem na sociedade.

A mensagem deve ser dita e compreendida!

   O fato de no meio do texto abrir parênteses e fazer um comentário oportuno (ou não) mostra que a intenção do autor é expor idéias à medida que estas surgem. A tecnologia abre caminhos para que a espontaneidade esteja presente fazendo a diferença na experiência de escrever e, por sua vez, fazendo também a diferença na experiência de ler.

   Quem disse que é proibido pular uma linha para escrever este próximo parágrafo?

   É proibido expor em uma nota de observação uma idéia que surge após o autor colocar o ponto final no texto? (apenas porque a tecnologia me dá a oportunidade de redigir o texto que já se encontra pronto?)

   Compreendam, não me refiro à ortografia, mas sim, a forma de expor idéias.

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